A Leonardo, revista de filosofia portuguesa, sofreu um ataque informático que obrigou a algumas alterações na estrutura da publicação. Neste momento, a Direcção está a recuperar a informação no sentido de repor, tanto quanto possivel, o património poético e filosófico.
Leonardo, revista de filosofia portuguesa
Noite de espera PDF Print E-mail
Written by Ricardo Bulhão   

O acaso levou-me a esperar o Ivo no fundo da escadaria da Igreja dedicada a Santo António. Já a noite tinha caído sobre o mundo e o sino lembrou  aos incautos que o Espírito passa por ali. Os ponteiros da torre marcam dezanove horas.

 
A tourada PDF Print E-mail
Written by Conio   

http://www.leonardo.com.pt/revista1/images/leonardo/touro%20bravo.bmp

 

Temos que o touro bravo existe para proteger determinados territórios que constituem fontes de vida para certas comunidades.

Territórios organizados por definida composição humana, cujas as funções dos elementos se supõem em hierarquias claramente organizadas, compostas em harmoniosa articulação.

Entre essa gente o touro bravo atinge foros de expressão sagrada, pois que garante a defesa contra a intrusão de malfeitores nos seus territórios, domínios ancestrais das suas vidas.

 
A Luís Forjaz Trigueiros PDF Print E-mail
Written by João Bigotte Chorão   

João Bigotte Chorão descreve a sua perplexidade perante a desagregação de uma bilbioteca num leilão. "Não me foi dado ver ali o amor do livro, o livro como instrumento de cultura, mas o livro considerado como «mercadoria» valiosa, se tem boas gravuras, encadernações de luxo ou é de uma tiragem especial, em melhor papel, numerada e rubricada. De modo que nós, que amamos sobretudo os livros pelos autores e pelos temas, sentimos um certo mal-estar quando os ouvimos licitar como se estivéssemos na lota do peixe. Não poucos livros são depreciados como o chamado «carapau do gato», escreve na carta dedicada a Luís Forjaz Trigueiros.

 
Sejamos contemporâneos de Aristóteles PDF Print E-mail
Written by Eudoro de Sousa   

http://www.leonardo.com.pt/revista1/images/leonardo/as%20colunas%20do%20theseion%20em%20atenas.jpgCorria o ano de 1949 quando, no Diário Popular, Eudoro de Sousa, centrado no problema do ensino, escreve que «a vida do pensamento filosófico não se exprime por fórmulas algébricas, de idêntico significado em todas as línguas». Daí, pois, ter o conceito «origem nas mais obscuras regiões da alma de um povo», o que, aliás, só por si justifica que a Universidade seja um lugar de iniciação na «contemplação de realidades hoje veladas pelos nossos conceitos de Natureza e Universo».

Porém, hoje, a Universidade não é nada disso, tanto no mundo, em geral, como entre nós, em particular. No Brasil, inclusive, onde Eudoro de Sousa fora professor universitário, temos, na actualidade, o testemunho de Olavo de Carvalho sobre o que diz ser, mostrando e demonstrando à saciedade, a debacle total do ensino brasileiro público e privado. Além de que, mais particularmente no texto Quem é filósofo e quem não o é, nos revelar que a única solução, perante um meio dominado por mediocridades doutoradas, é, na sequência da acção heróica e exemplar de Machado de Assis e Mário Ferreira dos Santos, salvaguardar o que, em termos de alta cultura, jamais pode e há-de ser realizado segundo um sistema de ensino tornado «abuso intelectual de menores», quando não «exploração da boa-fé popular», ou até mesmo «crime organizado ou desorganizado».

Contudo, no caso de Eudoro de Sousa, pese embora as suas esperanças «nos clautros da Universidade», a verdade é que jamais acalentara ilusões sobre uma instituição feita e determinada por uma economia, uma sociologia e um direito em crise e fim de ciclo. O próprio é, aliás, bastante explícito, ao afirmar o que mais importa, a saber: «A única solução para a universidade é que ela não dê diplomas. Quando houver universidade que não tenha diplomas, aí eu acreditarei que seja uma universidade séria. Porque a esta altura quem for às aulas é por interesse em ser e não em ter» (entrevista ao "Correio Brasileiro").

Enfim, sejamos contemporâneos de Aristóteles, não nos «claustros da Universidade», como diria Eudoro de Sousa, mas antes vogando e navegando na tradição fluida e subtil da filosofia atlântica.

 

 
O verde e a escatologia da Esperança PDF Print E-mail
Written by Eduardo Aroso   

A tradição popular associa a virtude da Esperança ao verde, o mesmo é dizer à imagem da Primavera. Cor que não é apenas deslumbramento óptico, constituindo, no domínio da natureza sensível, sinal de rejuvenescimento. De facto, o ponto equinocial da primavera marca o início de mais um ciclo de abundância e de vida, que surge depois da Páscoa. Sentido de abundância - bem diferente da prosaica abundância industrial - que cresce a partir daquela Festa e permeia toda a essência do Culto do Espírito Santo, um dos pilares que sustenta a nossa tradição espiritual, pelo menos desde os tempos de D. Dinis e D. Isabel.

 
«StartPrev12345678910NextEnd»

Page 1 of 36
Banner

Últimos comentários